Bravura Indômita
Finalmente terminei de assistir a todos os filmes indicados ao Oscar de 2011. Só faltava mesmo o "Bravura Indômita", que sabe se lá o motivo não estreou em Juiz de Fora na época da premiação, sendo lançado na cidade com atraso em um cinema ruim e com cópia dublada (???). O filme é um misto de remake desnecessário com uma excelente releitura. Eu sei que é confuso mas é exatamente isso! Os irmãos Coen insistem que se inspiraram no romance que deu origem ao filme de 69 e não propriamente no filme, mas esse papo é inacreditável. É claro que a primeira versão foi usada como base para o novo "Bravura Indômita", pelo menos no que diz respeito à caracterização de alguns personagens e na edição de arte, não tentem nos enganar! Os primeiros 20 minutos da película seguem basicamente a linha do que acontece na versão antiga, exceto pelos diálogos com citações tipicamente judias (e chatas) dos Coen e algumas cenas narradas. Depois de uma meia hora comecei a perceber que o "Bravura Indômita" moderno é mais empolgante e divertido, principalmente pela fotografia, trilha sonora e a atuação magistral de Jeff Bridges, que consegue criar um tipo quase gêmeo de John Wayne e mesmo assim interpretar um personagem tão inédito (grosso mas bonzinho), chegando aos pés do eterno mestre do western. A menininha que faz o papel de Mattie também é ótima e o respeitado ator Matt Damon, apesar de ter ficado muito caricato no papel, faz o dever de casa de novo.
Voltando a falar em Jeff Bridges, o cara é quase um PHD em interpretar personagens alcoólatras! Ano passado ele já deu palestra com "Coração Louco" e agora se supera. Há uma cena em que o delegado interpretado por Jeff dá uma surra bastante real (que no filme não faz sentido nenhum) em umas crianças na porta de um bar- cena assustadora, já que parece que os figurantes apanharam de verdade! Se em 69 os espectadores puderam se deparar com um Ned Pepper vivido pelo excelente Robert Duvall, desta vez o vilão da história ganha pouco destaque e tudo se concentra mesmo é na amizade do trio principal, que representam os mocinhos no Western. O início peca pela repetição, o fim por outro lado diverge completamente do que vi no primeiro filme, mas não vou contar nada, só digo que preferi o desfecho menos dramático da primeira versão.
Voltando a falar em Jeff Bridges, o cara é quase um PHD em interpretar personagens alcoólatras! Ano passado ele já deu palestra com "Coração Louco" e agora se supera. Há uma cena em que o delegado interpretado por Jeff dá uma surra bastante real (que no filme não faz sentido nenhum) em umas crianças na porta de um bar- cena assustadora, já que parece que os figurantes apanharam de verdade! Se em 69 os espectadores puderam se deparar com um Ned Pepper vivido pelo excelente Robert Duvall, desta vez o vilão da história ganha pouco destaque e tudo se concentra mesmo é na amizade do trio principal, que representam os mocinhos no Western. O início peca pela repetição, o fim por outro lado diverge completamente do que vi no primeiro filme, mas não vou contar nada, só digo que preferi o desfecho menos dramático da primeira versão.
Remakes são um perigo... Tudo pode dar certo ou muito errado. No entanto, considerando que a tecnologia atual permite filmes de imagens belíssimas e qualidade técnica impecável, vale a pena em alguns momentos criar algo novo do antigo, uma espécie de reciclagem. Os irmãos Coen acertaram na mosca, fizeram um filme correto e bom, como é de costume dos diretores. Só espero que os fãs nunca se esqueçam de John Wayne!



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