Os Oito Odiados
Oitavo filme de Tarantino. Provavelmente o mais odiado. "Os Oito Odiados". Nada é coincidência na filmografia deste diretor que produz relativamente pouco e, quando produz, enche de esquisitos uma sala de cinema de Juiz de Fora em uma segunda-feira sem promoção. Haja fama. E ele parece que agora cismou com os westerns, mas westerns são muito pouco pra ele. Tudo bem, "Django" é maravilhoso, mas esse de agora nem tanto. Quando tudo parece perdido em um filme de Tarantino, quando eu já estava praticamento babando de sono no ombro da namorada, o diretor acrescenta um flashback, uma narração (dele próprio), um plot twist e.... explode a cabeça de praticamente todos os personagens do roteiro, trancafiados em uma taberna. E a plateia ri, chora de ri. E eu tenho medo da plateia, e do Tarantino. O recurso do sangue funcionou, assim como a trilha sonora de Morricone, que poderia ter sido muito melhor, com certeza, mas o padrão de qualidade de um filme assinado por Tarantino deve tremer na base até um quietinho Bruce Dern sentado na cadeira sem fazer porcaria nenhuma durante as quase três horas de longa metragem. Fraco, mas bonito, bem filmado, bem feito, autenticamente autografado por uma lenda do cinema norte-americano mas... acima de tudo, um filme que mostra o talento incontestavelmente maravilhoso de Samuel L.Jackson.



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