Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes
Lembro bastante da capa deste filme nas prateleiras da antiga locadora Movie & Sound, na rua Santo Antônio. Nunca aluguei, não sei o porquê. Acabou que o encontrei novamente no catálogo da Netflix e resolvi assistir, finalmente, Foi uma grata surpresa, principalmente pelo roteiro bagunçado e a ambientação da história em uma Londres suja, meio Charles Dickens, do século XX. É um filme sobre um grupo de quatro amigos que faz uma dívida de meio milhão de libras e precisa de um golpe de sorte, literalmente, para pagar o credor, que é um dos piores mafiosos do submundo londrino. Envolvidos em um "golpe dentro do golpe", o que lembra um pouco a confusa histórica política brasileira, que por acaso também envolve quadrilhas de criminosos, os quatro amigos descobrem estar vendendo uma grande carga de maconha justamente para o cara que haviam roubado. Esta confusão envolve muitos personagens, a grande maioria deles figuras folclóricas do cinema inglês, em seus primeiros papéis. Há, inclusive, uma ponta do cantor Sting, líder do The Police, como o pai de um dos protagonistas. A trama e a violência extrema com que as cenas são retratadas lembram os primeiros trabalhos de Tarantino, que certamente foi a influência norte-americana para essa produção inglesa que hoje desfruta do status de um autêntico cult movie, muito bom para ser assistido nestas tardes de inverno em Juiz de Fora.



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